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Oushiro, L.; Silveira, G. de C. P. da; Souza, E. S. de; Ferraz, L.; Massucci, I.; Zhu, R.; Barbosa, S. P.; Oliveira, A. A. de; Figueiredo, J. G. dos S. (2023). Estudos sociolinguísticos sobre contato dialetal: contribuições do VARIEM e agenda de pesquisa. Cadernos de Estudos Linguísticos 65, e023021–18.
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A fala de migrantes em situação de contato dialetal tem sido preterida em estudos sociolinguísticos de vertente variacionista, que costumam privilegiar a fala de pessoas nascidas e criadas localmente. Tendo em vista a mobilidade populacional e a realidade sociodemográfica de muitas comunidades brasileiras, este artigo tem o duplo objetivo de (i) apresentar pesquisas realizadas pelo Laboratório VARIEM (UNICAMP) sobre a fala de migrantes nordestinos residentes no estado de São Paulo, as quais, em conjunto, já permitem traçar algumas generalizações sobre o papel das variáveis Gênero, Idade de Migração e Tempo de Residência nos processos de variação e mudança na fala de migrantes; e (ii) mapear lacunas e questões pendentes, a fim de delinear uma agenda de pesquisa para os estudos sociolinguísticos sobre contato dialetal. Argumenta-se que se faz necessária a análise da fala de migrantes, da mobilidade sociodemográfica e do contato dialetal para um quadro mais completo da Teoria da Variação e da Mudança (Weinreichet al, 2006 [1968]) e que, não obstantes os desafios que circundam o tema, a metodologia de análise variacionista se mostra particularmente adequada para a observação dos complexos padrões de variação na fala de migrantes.
Battisti, E.; Oushiro, L. (2022) A motivação social da haplologia variável no português de Porto Alegre. Confluência v.62, p. 270–302.
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O artigo trata da motivação social da haplologia sintática variável (dentro de casa::den’de casa, voltando de carro::voltan’de carro) no português brasileiro falado em Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul. A análise quantitativa de dados de fala (cf. LABOV, 1972, 1994, 2001, 2010), de caráter exploratório, verifica que o processo, aplicado a sílabas iniciadas por /t/ ou /d/ em posição final e inicial de palavras em sequência na frase, (a) ocorre numa proporção total de 27,2% na fala de jovens; (b) correlaciona-se às variáveis sociais Mobilidade entre zonas e Renda e à variável linguística Estrutura da segunda sílaba. Os resultados sugerem que os efeitos de mobilidade na haplologia variável no português de Porto Alegre devam-se à persona jovem urbana cosmopolita que o processo, como recurso de identificação e distinção (cf. ECKERT 2000, 2018), auxilia a compor.
Oushiro, L.; Catani, G. (2022). Significado e variação sob a terceira onda. Organon 37(73), p. 292–304.
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Resenha de Social Meaning and Linguistic Variation: Theorizing the Third Wave, de Hall-Lew, Moore and Podesva.
Oushiro, L. (2021) A importância de estudos de avaliação e percepções sociolinguísticas. Revista de Letras 40(1), p. 9–20.
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Este trabalho busca argumentar que (i) assim como a produção linguística, as avaliações e as per-cepções são demonstravelmente variáveis e ordenadas; e que (ii) os estudos sobre avaliações e percepções são fundamentais não só para a compreensão dos processos de variação e mudança linguística (WEINREICH; LABOV; HERZOG, 2006 [1968]), mas também para a promoção do respeito linguístico (SCHERRE, 2020). Para tanto, resenham-se inicialmente alguns estudos que tratam de avaliações e de percepções, e que demonstram a sistematicidade de seus padrões de variação; em seguida, apresenta-se sinteticamente um método para modelagem de campos inde-xicais (ECKERT, 2008), conceito que permite operacionalizar os múltiplos significados sociais de variantes linguísticas. Argumenta-se, em última instância, que os próprios linguistas ainda pouco conhecem os mecanismos de associação entre certas variantes e significados sociais, e que a am-pliação de estudos sistemáticos sobre avaliações e percepções sociolinguísticas é peça-chave para o combate ao preconceito linguístico e para a promoção da diversidade linguística.
Oushiro, L. (2021) Avaliações e percepções sociolinguísticas. Estudos Linguísticos 50(1), p. 318–336.
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Este artigo discute a importância dos estudos sobre avaliações e percepções sociolinguísticas, relativamente menos produtivos do que estudos sobre produção linguística, e apresenta alguns métodos e cuidados necessários para o desenvolvimento desse campo. Argumenta-se que, não obstante o consenso entre linguistas de que as formas linguísticas não se diferenciam em termos de correção, beleza ou agradabilidade, diferentes variantes adquirem, no uso linguístico, múltiplos significados, que fazem parte da competência comunicativa (HYMES, 1991 [1979]) dos membros da comunidade – daí a ineficácia do discurso de combate ao preconceito linguístico pautado meramente na reiteração da diversidade linguística. O combate ao preconceito linguístico deve incorporar os resultados dos estudos sobre avaliações e percepções que se debruçam sobre os mecanismos de associação entre determinadas variantes e certos significados sociais.
Oushiro, L. (2020). Constrasting age of arrival and length of residence in dialect contact. University of Pennsylvania Working Papers in Linguistics 25(2), p.79--88.
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This paper reports on the analyses of a corpus built to disentangle the effects of Age of Arrival and Length of Residence in the dialect contact situation of rural Northeastern migrants living in the Southeastern city of Campinas/Brazil. These dialectal areas differ both in Northern-Southern and in rural-urban linguistic traits. Mixed-effects models of four sociolinguistics variables (i) coda /r/ (porta 'door'); (ii) /t, d/ before [i] (tia 'aunt', dia 'day'); (iii) sentential negation (não vi vs. não vi não/vi não 'I haven't seen'); and (iv) nominal agreement (os menino-s vs. os menino-ø 'the boys') show that Age of Arrival correlates only with the phonetic variables and Length of Residence correlates only with coda /r/. Self-reported identity indices align with the variables' geographical distribution, correlating with coda /r/ and negation (the Northern-Southern variables) but not with /t, d/ and nominal agreement (the rural-urban variables). Thus, while Age of Arrival and Length of Residence distinguish phonetic and morphosyntactic variables, dialect acquisition also involves a complex web of differently defined regional identities.
Oushiro, L. (2019). A computational approach for modeling the indexical field. Revista de Estudos da Linguagem 27(4), p. 1737--1786.
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This study investigates how multiple social meanings come to be associated with a linguistic variable. The analyses of listeners’ perceptions of tap and retroflex realizations of coda /r/ in São Paulo Portuguese (as in jornal ‘newspaper’ and bazar ‘bazar’), through an experiment based on the matched-guise technique (LAMBERT et al., 1960; CAMPBELL-KIBLER, 2006, 2009) applied to 185 participants, show that coda /r/ in São Paulo is strongly associated to geographical identities, from which further inferences arise on speakers’ social status regarding their social class, area of residence, level of education, along with personal traits such as being “articulate” and “hardworking.” Interactions between variable /r/ and participants’ social profiles are explored, as well as the fact that certain plausible correlations do not arise, particularly in comparison to previous perception studies. In problematizing the nature of the ideological inter-relations among multiple factual and potential social meanings, an objective and falsifiable computational method for modeling indexical fields is proposed, based on Minimum Spanning Trees (GOWER; ROSS, 1969).
Oushiro, L. (2019). Linguistic uniformity in the speech of Brazilian internal migrants in a dialect contact situation. In: Sasha Calhoun, Paola Escudero, Marija Tabain & Paul Warren (eds.), Proceedings of the 19th International Congress of Phonetic Sciences, Melbourne, Australia 2019.
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We analyze dialect accommodation of pretonic midvowels /e/ and /o/ in the speech of 32 Northeastern migrants living in the Southeastern state of São Paulo/Brazil. Both vowels undergo lowering in Northeastern dialects (hɛ.ˈlɔ.ʒiw ‘watch’, hɔ.ˈmã ‘pomegranate’) but not in the Southeast (cf. he.ˈlɔ.ʒiw, ho.ˈmã). We thus analyzed whether these speakers, in accommodating to the host community’s dialect, tend to raise none, one or both vowels. Analyses of 1,916 tokens of /e/ (μF1 = 475Hz, sd = 47) and 1,645 tokens of /o/ (μF1 = 482Hz, sd = 51), extracted from sociolinguistic interviews with the migrants, show that there’s a significant but weak correlation between the vowels’ height (Spearman’s rho=0.38, p<0.05), signaling uniformity in dialect accommodation. Further analyses of the individuals’ speech show that half of them accommodated to only one of the vowels, and that accommodation to both vowels depends on speakers’ early arrival at the host community.
Oushiro, L. (2019). Conceitos de identidade e métodos para seu estudo na Sociolinguística. Estudos Linguísticos e Literários 63, p. 304--325.
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Este artigo tem o objetivo de revisar algumas definições do conceito de identidade e estudos que dele se valem, com vistas a avaliar sua operacionalização e replicabilidade em pesquisas na área da Sociolinguística Variacionista (LABOV, 2008 [1972]). Os métodos para acessar as identidades dos falantes incluem, entre outros, a observação etnográfica, a formulação de perguntas específicas no roteiro da entrevista, a aplicação de questionários, a elaboração de índices, testes de percepção e a análise de posturas, cada qual com suas vantagens. Em última instância, deve-se reconhecer a natureza fluida e dinâmica das identidades, mas tal fato não impede o pesquisador de buscar métodos menos impressionísticos para o estudo de sua possível influência sobre os padrões de variação linguística.
Freitag, R. M. K.; Oushiro, L. (2019). Sociolinguística no Brasil: deslocamentos e fronteiras. Domínios de Lingu@gem 13(4), p. 1324--1329.
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A mobilidade tem sido uma característica da população brasileira, com diferentes deslocamentos (pendulares, sazonais, movimentos de retorno, migração e imigração) atuando na dinâmica das relações sociais, e por conseguinte, repercutindo na língua. O empreendimento da Sociolinguística no Brasil concentra suas pesquisas majoritariamente em capitais ou em grandes centros urbanos. Mas, mesmo em capitais, a metodologia de constituição de amostras, que guarda resquícios da dialetologia e do falante "puro", fica cada vez mais difícil de ser replicada: falante que tenha nascido no local, filho de pais igualmente nascidos no local. Neste dossiê, reunimos trabalhos sociolinguísticos que ampliam o escopo da descrição de uma variável em uma comunidade para os efeitos da mobilidade, envolvendo questões relacionadas ao contato entre línguas e variedades de línguas, mas também ao contato de valores, culturas e modos de vida que podem (ou não) ser captados sob a forma de entrevistas sociolinguísticas. Os trabalhos versam sobre estudos de produção e percepção, assim como propostas de abordagem teórica e metodológica para lidar com fenômenos variáveis em situação de contatos linguísticos, mobilidade populacional e fronteiras dialetais.
Oushiro, L. (2018). É possível saber a classe social de uma pessoa só de ouvi-la? In: Roseta. Publicado em 13/05/2018.
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Pistas linguísticas abrem caminho para inferências como local de origem, classe social, orientação sexual e grau de inteligência dos falantes.
Oushiro, L. (2016). Social and structural constraints in lectal cohesion. In: Lingua 172-3, p.116-130.
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This paper analyzes co-variation among six sociolinguistic variables of Brazilian Portuguese (diphthongal /ẽ/, coda /r/-retroflexion, coda /r/-deletion, nominal number agreement, third person subject-verb agreement, and first person subject-verb agreement), in a set of structurally related and unrelated variables. The main objective is to assess which social and linguistic factors promote the co-occurrence of different language variants in speakers’ speech. The results show that co-variation can occur both between structurally related variables (e.g. the syntactic variables) and structurally unrelated ones (e.g. /r/-retroflexion and nominal agreement), as well as between variables of different domains (phonological and syntactic variables). We argue that, socially, lectal cohesion is a result of greater density of communication among peers than with out-group speakers, as shown by a higher degree of lectal cohesion among less mobile speakers, living in central areas, and whose parents were also born in the community. Linguistically, independent variables such as phonic salience (which has been demonstrated to correlate with multiple sociolinguistic variables) underlie patterns of co-variation more generally, as less salient variants tend to co-occur more often than more salient ones.
Oushiro, L. (2015). Dois pastel e um chopes: a concordância nominal e identidade(s) paulistana(s). In: Revista de Estudos da Linguagem 23, p.389-424.
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Este artigo analisa a realização variável da concordância nominal em uma amostra contemporânea e representativa do português paulistano, composta de 118 entrevistas sociolinguísticas, a partir dos pressupostos teórico-metodológicos da Sociolinguística Variacionista (LABOV, 1972). Além de contribuir para seu mapeamento em uma comunidade ainda pouco investigada de um ponto de vista sociolinguístico, este estudo tem como objetivo discutir as identidades sociais associadas à variante marca zero na comunidade paulistana, a fim de melhor compreender os mecanismos que regulam a manutenção de usos linguísticos considerados “não padrão”. A partir da análise qualitativa e quantitativa dos dados, sugere-se que a marca zero funciona como índice de masculinidade na fala de homens paulistanos e de identidade local com certos bairros e com a cidade.
Oushiro, L. (2015). O que se diz e como se fala: relações entre o discurso metalinguístico e a variação linguística. In: Signo y Seña - Revista del Instituto de Lingüística 28, p.139-167.
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Este artigo tem por objetivo contrastar resultados de análises multivariadas de correlação sobre três variáveis sociolinguísticas do português paulistano – a realização de /e/ nasal como monotongo ou ditongo (como em “fazenda”), a pronúncia tepe ou retroflexa de /r/ em coda silábica (como em “porta”) e a concordância nominal de número (p.ex. “as casas” vs. “as casa”) – com o discurso metalinguístico dos falantes nativos a respeito das variantes dessas variáveis. Argumenta-se em favor de análises que conjuguem a descrição de correlações sociais de variáveis sociolinguísticas com as avaliações de seus membros sobre as variantes, para que se possa compreender melhor os processos mais amplos de variação e mudança linguística.
Oushiro, L.; G. R. Guy (2015). The effect of salience on co-variation in Brazilian Portuguese. In: University of Pennsylvania. Working Papers in Linguistics 21, p.155-166.
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This paper analyzes cross-correlations among six variables of Brazilian Portuguese (the pronunciation of nasal /e/, coda r-retroflexion, coda r-deletion, NP agreement, 3rd person plural subject-verb agreement, and 1st person plural subject-verb agreement), with the objective of identifying constraints that promote the co-occurrence of sociolinguistic variants in individual speakers’ speech. We focus on the perspective of structural cohesion, and show that co-variability is conditioned not only by structural similarities among dependent variables (such as agreement processes or coda weakening), but also by general linguistic constraints that operate across multiple variables, such as phonic salience (Naro 1981, Scherre 1988, Naro et al. 1999). Finally, we suggest that markedness may be a more general linguistic principle underlying co-variation.
Mendes, R. B.; L. Oushiro (2015). Variable Number Agreement in Brazilian Portuguese: An Overview. In: Language and Linguistics Compass 9, p.358-368.
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This survey article presents an overview of studies on variable number agreement in Brazilian Portuguese, regarding the variable usage of explicit and zero plural markers in both noun and verb phrases. Being among the most widely studied phenomena in sociolinguistics, NP and SV agreement studies provide a consistent picture of their social and linguistic embedding across multiple speech communities and have contributed to the debate on the outcomes of language contact, to the description of general constraints on natural languages (such as the effect of parallelism), as well as to discussions on linguistic prejudice outside of academia. This article summarizes the most relevant and recurrent constraints found for these variables and highlights their wider implications for language theory and for the social role of linguistics.
Oushiro, L. (2015). A coesão dialetal nas concordâncias nominal e verbal no português paulistano. In: Cuadernos de la ALFAL 7, p.68-89.
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A questão do encaixamento simultâneo de múltiplas variáveis sociolinguísticas é raramente abordada em estudos sobre a variação e a mudança. Com base em um corpus de 118 gravações com falantes paulistanos, este artigo discute a covariação entre a concordância nominal, a concordância verbal de 3PP e a concordância de 1PP, com vistas a investigar se falantes que tendem a empregar a variante não padrão de uma variável também tendem a fazê-lo para as outras duas, ou se tais variáveis se encaixam independentemente no sistema linguístico e social. As tendências de emprego de cada falante para as três variáveis foram analisadas através do cálculo de coeficientes de Pearson entre pares de variáveis (CN-3PP, CN-1PP e 3PP-1PP). Os resultados mostram que a covariação entre CN e 3PP é mais forte do que aquela entre as concordâncias verbais de 3PP e de 1PP. Sugere-se que a covariação depende não apenas de semelhanças estruturais, mas também de coesão social e de fatores linguísticos que se correlacionam com múltiplas variáveis, tais como a saliência fônica.
Oushiro, L.; R. B. Mendes (2014). O apagamento de (-r) em coda nos limites da variação. In: Veredas 18, p.251-266.
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A partir das considerações de Weinreich et al. (2006) sobre a questão do encaixamento e da implementação da mudança linguística, este artigo discute os condicionamentos sociais e linguísticos do apagamento variável de (-r) em coda silábica, em São Paulo. Comparam-se três estágios da mudança linguística: seu final (enquanto morfema de infinitivo), um intermediário (em outras classes de palavras) e um inicial (quando se consideram apenas substantivos e adjetivos).Os resultados indicam que, nos estágios iniciais, a variação é condicionada apenas por fatores internos; nos estágios finais, prevalece o estilo (definido como grau de atenção à fala–Labov, 2001), o que aponta para a natureza supravernacular da manutenção de (-r) em certos contextos.
Oushiro, L.; R. B. Mendes (2014). Sali[ej]cia social e mudança linguística: a ditongação de /e/ nasal no português paulistano. In: Revista do GEL 11(2), p.9-46.
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Analisa-se, a partir dos pressupostos da Sociolinguística Variacionista (LABOV, 1972), a realização variável de /eN/ como monotongo [ẽ] ou ditongo [e͂j͂] em palavras como fazenda e entendo, extraídas de um corpus contemporâneo de 118 gravações com falantes paulistanos. A análise do discurso metalinguístico dos informantes indica se tratar de uma variável de baixa saliência social na comunidade, ainda que a variante ditongada pareça se constituir como um estereótipo (LABOV, 1972) de paulistanos para os não nativos da cidade. As análises, desenvolvidas em modelos de efeitos mistos (BAAYEN, 2008; JOHNSON, 2009) no programa R, revelam que o uso de [e͂j͂] está se expandindo na comunidade, com forte favorecimento pelos falantes do sexo feminino, mais escolarizados, de classe social mais alta e menor mobilidade geográfica. No entanto, as diferenças observadas neutralizam-se entre os mais jovens. Nesse sentido, o artigo discute o encaixamento social de uma mudança de baixo (LABOV, 2001a) e, em complemento ao modelo de fluxos e contrafluxos (SCHERRE; NARO, 2006) proposto para variáveis com variantes sujeitas a estigma social, sugere que variáveis abaixo do nível da consciência tendem a se difundir rápida e unidirecionalmente.
Oushiro, L.; R. B. Mendes (2011). A pronúncia de (-r) em coda silábica no português paulistano. In: Revista do GEL 8(2), p.66-95.
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Baseado nas premissas teórico-metodológicas da Sociolinguística Variacionista (LABOV, 2006 [1966]), este trabalho apresenta uma análise multivariada da pronúncia de (-r) em coda silábica como tepe ou retroflexo num corpus contemporâneo e robusto do português paulistano, composto de 102 entrevistas sociolinguísticas. A distribuição geral dos dados indica que a atual taxa de retroflexo é de aproximadamente 33% na fala de paulistanos nascidos e criados na cidade. Linguisticamente, os resultados apontam para o favorecimento da variante retroflexa em contextos em que o (-r) é precedido por vogal [-alta], seguido de consoante [coronal], em verbos, em sílabas tônicas e em final de palavra; socialmente, o retroflexo é favorecido entre moradores de regiões mais periféricas, com menor mobilidade geográfica, menos escolarizados, do sexo masculino e pertencentes a famílias menos enraizadas na cidade de São Paulo. O construto “tempo aparente” (LABOV, 2001a) sugere possível mudança em progresso em favor do retroflexo, mas há indícios de movimentos divergentes dentro da comunidade. O interesse aqui se volta principalmente à discussão dos resultados dos grupos de fatores sociais, a fi m de avaliar os graus de estigma/prestígio das variantes, as identidades sociais que se associam a seu emprego e o seu papel em processos de variação e mudança linguística.
Oushiro, L. (2012). Análise sociolinguística da posição variável do constituinte interrogativo. In: Revista da ABRALIN 11(2), p.43-87.
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Este artigo apresenta uma análise sociolinguística (Labov, 1994, 2001, 2010) da posição variável do constituinte interrogativo – “Onde (que/é que) você mora?” vs. “Você mora onde?” –, em um corpus contemporâneo do português paulistano. O envelope de variação é definido com base no conceito de “competência comunicativa” (Hymes, 1991 [1979]), através de análises de gramaticalidade, viabilidade, adequação pragmática e produtividade das formas alternantes na língua em uso. Os resultados de análises quantitativas mostram que a posição do constituinte é condicionada por fatores de natureza prosódica, sintática e discursivo-pragmática. Além de contribuir para o debate sobre os critérios para o estudo de variáveis (morfo)sintáticas (Labov, 1978; Lavandera, 1978), este trabalho ressalta o caráter multivariado da variação linguística, que não se restringe a um único nível de análise.
Mendes, R. B.; L. Oushiro. O paulistano no mapa sociolinguístico brasileiro. In: Alfa: Revista de Linguística 56(3), p.973-1001.
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Este artigo traz notícia acerca dos trabalhos que vêm sendo desenvolvidos pelo Grupo de Estudos e Pesquisa em Sociolinguística da USP (GESOL-USP); Com o intuito de tornar a cidade de São Paulo e o paulistano mais presentes no mapa da sociolinguística brasileira, esses trabalhos organizam-se, sobretudo, em torno da construção de uma nova amostra da fala paulistana, que permita responder às seguintes perguntas centrais: “o que significa falar como paulistano?” e “quais são as variáveis e variantes linguísticas que o identificam?”; Essa nova amostra (SP2010) será disponibilizada (áudio e transcrições) para acesso público e para fins de pesquisa em página própria na Internet; Além de discutir os critérios que definem a construção de tal amostra, bem como os desafios nela envolvidos, esse artigo também faz um panorama dos trabalhos que se têm desenvolvido a partir dos dados que foram coletados durante a fase de preparação e de treinamento de jovens pesquisadores que nela trabalhariam (Amostra SP-Piloto); Finalmente, também delineia caminhos para trabalhos futuros dentro da agenda de pesquisa do grupo.
Oushiro, L.; R. B. Mendes (2012). A Variação em Interrogativas de Constituinte no Fluxo Conversacional. In: Signum Estudos da Linguagem 15, p.273-292.
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Com base nos pressupostos da Sociolinguística Variacionista (LABOV, 2006), este artigo analisa a influência do fundo comum (CLARK, 1996; STALNAKER, 2002) no uso variável de duas estruturas de interrogativas de constituinte no português paulistano, in situ (p. ex. Você mora onde?) ou não (p. ex. Onde (que/é que) você mora?). Discute-se o papel de três grupos de fatores discursivo-pragmáticos – Sinceridade Pragmática da Pergunta, Grau de Ativação do Fundo Comum e Conjunto de Respostas Previstas –, e argumenta-se que o uso variável de interrogativas de constituinte é sensível ao aqui-e-agora da conversa, à medida que os falantes fazem suas contribuições conversacionais e o fundo comum é atualizado: os resultados mostram que as interrogativas qu-in-situ são favorecidas em perguntas de
estruturação do discurso (que introduzem novas informações), quando a pressuposição havia sido mais recentemente ativada e quando a resposta da pergunta é mais previsível. Tais fatos podem ser interpretados como uma estratégia para o processamento cognitivo, para a manutenção de turno e para a organização geral do discurso, e ressaltam a importância de analisar amostras de falas naturais em seus contextos de uso.
Oushiro, L. (2012). Análise Variacionista das Interrogativas-Q no Português Paulistano. In: Sociodialeto (Online) 1(6), p.1-10.
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Este artigo faz um resumo da dissertação de mestrado intitulada “Uma análise variacionista para as Interrogativas-Q”(Oushiro, 2011), que analisa, a partir dos pressupostos teóricos e metodológicos da Sociolinguística Variacionista (Labov, 1972),a alternância entre quatro estruturas de interrogativas:(i) interrogativas-qu (“Onde você mora?”); (ii) interrogativas qu-que (“Onde que você mora?”); (iii) interrogativas é-que (“Onde é que você mora?”); e (iv) interrogativas qu-in-situ (“Você mora onde?”).O corpus se compõe de uma amostra robusta de língua oral e escrita do português paulistano contemporâneo, com cerca de um milhão de palavras. Após a apresentação de problemáticas e de critérios para o estudo da variação morfossintática, definem-se dois envelopes de variação –e, portanto, duas variáveis: uma que envolve a alternância na posição do constituinte interrogativo (in situou não), e outra que encerra as três estruturas com constituinte interrogativo pré-verbal (-qu, qu-que, é-que). Os resultados de análises quantitativas mostram que as interrogativas qu-in-situ são favorecidas principalmente por fatores morfossintáticos e discursivo-pragmáticos; fatores extra-linguísticos, como o sexo/gênero e a faixa etária do falante, também se correlacionam indiretamente através do emprego de diferentes estratégias discursivas. O uso de interrogativas qu-que, por sua vez, demonstra uma provável mudança linguística em progresso, uma vez que a análise em tempo aparente revela o favorecimento da estrutura por falantes mais jovens; nesse caso, a variação é influenciada principalmente por fatores sintáticos e prosódicos.
Oushiro, L. (2011). Wh-interrogatives in Brazilian Portuguese: The Influence of Common Ground. In: University of Pennsylvania Working Papers in Linguistics 17(2), p.144-154.
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This paper analyzes the influence of common ground (Clark 1996, Stalnaker 2002) on the variable use of Wh-interrogatives in Brazilian Portuguese, in which four different structures are employed with semantic-pragmatic equivalence: (1) Onde você mora? (Where you live?); (2) Onde que você mora? (Where that you live?); (3) Onde é que você mora? (Where is-it that you live?); and (4) Você mora onde? (You live where?) ‘Where do you live?’. Two discourse-pragmatic factor groups are discussed, Type of Question (information, rhetorical, and semi-rhetorical) and Givenness of the Presupposition (when last activated in the conversation, if at all). Results of multivariate analyses contrasting wh-in-situ (4) with all other structures (1−3) show that wh-in-situ is favored by semi-rhetorical questions (.68), for which the current speaker provides an answer, which suggests that they may be part of a strategy for turn-keeping. Further, the more activated the presupposition (in one of the first two preceding clauses), the greater the tendency to employ wh-in-situ (.66). The main argument is that variation in the position of the wh-word is sensitive to the hic et nunc of conversation, as speakers make their conversational contributions and common ground is updated.
Oushiro, L. (2011). Interpretação de padrões de covariação. In: Guavira Letras 13, p.77-88.
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A metodologia de análises quantitativas dos estudos sociolinguísticos (Sankoff, 1980; Guy, 2007 [1993]; Bayley, 2002), com auxílio de programas como GoldVarbX e Rbrul, constitui uma valiosa ferramenta para a investigação da língua em uso, pois permite entrever padrões de covariação que podem não ser aparentes de outro modo. Entretanto, a simples identificação de correlações não conduz automaticamente à interpretação de seu significado; verificada uma correlação entre duas variáveis A e B, cabe interpretar se A motiva B, se B motiva A ou, ainda, se A e B são motivadas por uma terceira variável C. Com esse pano de fundo, este trabalho discute resultados de análises quantitativas sobre o emprego variável de formas interrogativas, definidas pela posição do constituinte interrogativo: (a) pré-verbal (“Onde (que/é que) você mora?”); e (b) pós-verbal/in-situ (“Você mora onde?”). A discussão desses resultados concerne a uma teoria da língua em uso na medida em que visa ao exame dos mecanismos de seu funcionamento e das razões pelas quais não se observa a categoricidade de uma única forma linguística.
Oushiro, L. (2010). Condicionamento discursivo-pragmático no uso variável de Interrogativas-Q. In: Estudos Linguísticos 39, p..
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A partir da observação de que o emprego de interrogativas Q-in-situ (“Você mora onde?”) é pouco produtivo na variedade europeia do português (KATO, 2004; MIOTO; KATO, 2005), este artigo analisa os contextos sintáticos e discursivo-pragmáticos em que tais estruturas são empregadas em alternância com as interrogativas com constituinte movido (“Onde (é que/que) você mora?”) em um corpus de 53 gravações do português paulistano. Com base nos pressupostos teóricos e metodológicos da Sociolinguística Variacionista Quantitativa (LABOV, 1972, 1994, 2001), discutem-se critérios que podem ser utilizados para analisar uma variável sintática (LAVANDERA, 1978; LABOV, 1978) e apresentam-se resultados de correlação entre a variável dependente, Interrogativas-Q, e os grupos de fatores Fundo Comum (STALNAKER, 2002) e Faixa Etária.
Capítulos de Livros
Oushiro, L. (2024) Interaction, confounding effect, and collinearity in the analysis of Brazilian internal migrants’ speech. In: Fernández-Mallat, V.; Nycz, J. (orgs.), Dialect Contact: From Speaker to Community-Based Perspectives. Washington DC: Georgetown University Press, p. 119–136. Link
Oushiro, L. (2023) Computational Resources for Handling Sociolinguistic Corpora. In: Diaz-Campos, M.; Balasch, S. (orgs.), The Handbook of Usage-Based Linguistics. Hoboken/NJ: Wiley-Blackwell, p. 417–434. Link
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Para a lista completa, ver meu Currículo Lattes.
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